Desaparece! Desaparece da minha cabeça!
Pára de te esconder nos seus nós,
de despertar chamas já apagadas.
Não atires mais fósforos para este papel.
7.11.2010
7.06.2010
Num debate puramente emocional, surge a tua música cessando qualquer tipo de dúvida ou mágoa.
Deste-me a conhecer todos os teus doces e amargos, achando sempre que doce era inexistente ou impossível.
Fazes-me pensar que viver é uma dúvida, mas mesmo o que penso em relação a ti é uma dúvida. Vendo bem as coisas, tu é-la nua e perfeita, como que um puzzle sem garfo e dor sem branco.
Ainda sinto o cheiro no meu ombro desse teu odor que me adormece e acalma os sentidos, mas estou preocupada. O teu cheiro desaparece levemente a cada minuto que passa, e é substituido por uma doce fragrância a lúcia-lima que vem do meu jardim. Odeio-a, quero que desapareça agora antes que desapareças do meu corpo. Quero-te, desejo-te aqui comigo, a olhar-me como o fizeste naquele dia em que eu acabei de falar e tu nada fizes-te se não olhar-me nos olhos. Sinto falta que tropesses em mim por seres despassarado e que logo em seguida me agarres os ombros para que não caia também.
Mas acima de tudo... Acima de tudo, odeio-te profundamente! Odeio-te por desencadeares em mim
uma vontade quase louca de te penetrar a alma com um beijo quando me olhas nos olhos. Por apareceres nos meus sonhos como dono dos mesmos e na noite a seguir dizeres que gostas muito de mim e nada fazeres.
Humf. Olhem para mim: "sem nada fazeres". Eu nada faço pois não quero mais erros, mais desilusões, mais amores não correspondidos.
Gostava de poder habitar esse teu corpo hipnotizante para poder saber se é amor correspondido ou apenas mais uma desilusão que me convence a ser uma vela de pavio curto.
Deste-me a conhecer todos os teus doces e amargos, achando sempre que doce era inexistente ou impossível.
Fazes-me pensar que viver é uma dúvida, mas mesmo o que penso em relação a ti é uma dúvida. Vendo bem as coisas, tu é-la nua e perfeita, como que um puzzle sem garfo e dor sem branco.
Ainda sinto o cheiro no meu ombro desse teu odor que me adormece e acalma os sentidos, mas estou preocupada. O teu cheiro desaparece levemente a cada minuto que passa, e é substituido por uma doce fragrância a lúcia-lima que vem do meu jardim. Odeio-a, quero que desapareça agora antes que desapareças do meu corpo. Quero-te, desejo-te aqui comigo, a olhar-me como o fizeste naquele dia em que eu acabei de falar e tu nada fizes-te se não olhar-me nos olhos. Sinto falta que tropesses em mim por seres despassarado e que logo em seguida me agarres os ombros para que não caia também.
Mas acima de tudo... Acima de tudo, odeio-te profundamente! Odeio-te por desencadeares em mim
uma vontade quase louca de te penetrar a alma com um beijo quando me olhas nos olhos. Por apareceres nos meus sonhos como dono dos mesmos e na noite a seguir dizeres que gostas muito de mim e nada fazeres.
Humf. Olhem para mim: "sem nada fazeres". Eu nada faço pois não quero mais erros, mais desilusões, mais amores não correspondidos.
Gostava de poder habitar esse teu corpo hipnotizante para poder saber se é amor correspondido ou apenas mais uma desilusão que me convence a ser uma vela de pavio curto.
6.26.2010
6.24.2010
Sufoco
Ontem tive uma conversa, com duas pessoas, em que o tema era amar. Há muito aquela ideia na cabeça de que amar é dizer todos os dias que se ama tal pessoa, estar sempre com ela e agarrado a ela.
Porquê fazer isso? Eu acho que se se ama alguém, nós sabemo-lo, não o precisamos de relembrar constantemente, e não há necessidade de estar sempre com essa pessoa. Aliás a distância por vezes só intensifica mais o desejo de estar com esse alguém.
Amar alguém é quere-la, deseja-la, e não, ter de saber sempre onde está, o que faz e quantas vezes respira.
Outra coisa que me faz um pouco de confusão, são aquelas pessoas que vivem a contar o tempo que estão juntas... O que é que isso interessa? Para mim o mais importante é estar com essa pessoa, e aproveita-lo.
Acho que amar não deve ser sufocar ou ser sufocado.
Quem me dera conseguir explicar melhor a minha opinião...
Porquê fazer isso? Eu acho que se se ama alguém, nós sabemo-lo, não o precisamos de relembrar constantemente, e não há necessidade de estar sempre com essa pessoa. Aliás a distância por vezes só intensifica mais o desejo de estar com esse alguém.
Amar alguém é quere-la, deseja-la, e não, ter de saber sempre onde está, o que faz e quantas vezes respira.
Outra coisa que me faz um pouco de confusão, são aquelas pessoas que vivem a contar o tempo que estão juntas... O que é que isso interessa? Para mim o mais importante é estar com essa pessoa, e aproveita-lo.
Acho que amar não deve ser sufocar ou ser sufocado.
Quem me dera conseguir explicar melhor a minha opinião...
6.07.2010
ANIMAL
No passado Sábado presenciei aquele que deverá ser o verdadeiro espetáculo. Um momento de turbilhões de pensamentos e sensações, antes do abrir das cortinas, o som de impaciência desorientada, que vagueia por entre o público...
De baixo das luzes dá-se a comédia e o drama, num misto de expressões e sentimentos entre as personagens, que focam no olhar, o afecto, a amizade e o respeito dos verdadeiros.
Há a interacção conosco. Sim, a peça não se passa apenas ali, nós estamos nela. É por isso, sinceramente que eu adoro o teatro, nós estamos lá, nós presenciamos o momento real e palpável, entramos nele, choramos com ele, rimos com ele, assustamo-nos com ele. E ainda podemos ver aquilo que nunca vimos nas pessoas. Podemos quase que ver os seus medos a desaparecerem, as suas experiências a revelarem-se.
E já no final, a melhor parte será o aplauso, em que a personagem é despida para dar lugar ao seu verdadeiro ser.
Enquanto assistia a tudo isto, ria e chorava e ainda chorava a rir.
E quando me perguntaram a opinião, não tinha palavras melhores do que: Foi incrível! Adorei! Amei! Excelente!
Ainda agora, não sei descrever com palavras aquilo que vi.
Apenas tenho uma palavra em mente: ANIMAL
De baixo das luzes dá-se a comédia e o drama, num misto de expressões e sentimentos entre as personagens, que focam no olhar, o afecto, a amizade e o respeito dos verdadeiros.
Há a interacção conosco. Sim, a peça não se passa apenas ali, nós estamos nela. É por isso, sinceramente que eu adoro o teatro, nós estamos lá, nós presenciamos o momento real e palpável, entramos nele, choramos com ele, rimos com ele, assustamo-nos com ele. E ainda podemos ver aquilo que nunca vimos nas pessoas. Podemos quase que ver os seus medos a desaparecerem, as suas experiências a revelarem-se.
E já no final, a melhor parte será o aplauso, em que a personagem é despida para dar lugar ao seu verdadeiro ser.
Enquanto assistia a tudo isto, ria e chorava e ainda chorava a rir.
E quando me perguntaram a opinião, não tinha palavras melhores do que: Foi incrível! Adorei! Amei! Excelente!
Ainda agora, não sei descrever com palavras aquilo que vi.
Apenas tenho uma palavra em mente: ANIMAL
6.05.2010
Nós
Fazemos discursos, choramos até fazer poças de infelicidade, rimos ás mãos largas de momentos incompreendidos por outros.
Cantamos, mesmo sem saber a letra, mas sempre com o sentimento de cor.
Passeamos por entre verdes sem fim e cristalinos profundos e brilhantes que nos retiram daqui e nos transportam para lugares impossíveis nunca dantes encontrados.
Declaramo-nos em busca de alguém mais. Mais nós, mais completo, em fim mais... Alguém que nos completa como completaria esta frase.
Contudo temos medo. De quê? De tudo, tudo nos assusta e amedronta, até aqueles que nos são o forte impenetrável cheio de segurança. Com isso apanhamos grandes sustos, mas acabamos sempre por dar a volta por cima, ou não fossemos nós seres capazes de formular o absurdo que nos salva de ser apenas mais um.
Elouquecemos, gritamos, corremos em busca de paz interior, e encontramo-la, bem funda que nem poço de água inexistente.
E agora que acabou, temporáriamente toda esta babilónia de acontecimentos, a minha pergunta é:
Querem repetir?
Cantamos, mesmo sem saber a letra, mas sempre com o sentimento de cor.
Passeamos por entre verdes sem fim e cristalinos profundos e brilhantes que nos retiram daqui e nos transportam para lugares impossíveis nunca dantes encontrados.
Declaramo-nos em busca de alguém mais. Mais nós, mais completo, em fim mais... Alguém que nos completa como completaria esta frase.
Contudo temos medo. De quê? De tudo, tudo nos assusta e amedronta, até aqueles que nos são o forte impenetrável cheio de segurança. Com isso apanhamos grandes sustos, mas acabamos sempre por dar a volta por cima, ou não fossemos nós seres capazes de formular o absurdo que nos salva de ser apenas mais um.
Elouquecemos, gritamos, corremos em busca de paz interior, e encontramo-la, bem funda que nem poço de água inexistente.
E agora que acabou, temporáriamente toda esta babilónia de acontecimentos, a minha pergunta é:
Querem repetir?
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