6.07.2010

ANIMAL

No passado Sábado presenciei aquele que deverá ser o verdadeiro espetáculo. Um momento de turbilhões de pensamentos e sensações, antes do abrir das cortinas, o som de impaciência desorientada, que vagueia por entre o público...
De baixo das luzes dá-se a comédia e o drama, num misto de expressões e sentimentos entre as personagens, que focam no olhar, o afecto, a amizade e o respeito dos verdadeiros.
Há a interacção conosco. Sim, a peça não se passa apenas ali, nós estamos nela. É por isso, sinceramente que eu adoro o teatro, nós estamos lá, nós presenciamos o momento real e palpável, entramos nele, choramos com ele, rimos com ele, assustamo-nos com ele. E ainda podemos ver aquilo que nunca vimos nas pessoas. Podemos quase que ver os seus medos a desaparecerem, as suas experiências a revelarem-se.
E já no final, a melhor parte será o aplauso, em que a personagem é despida para dar lugar ao seu verdadeiro ser.

Enquanto assistia a tudo isto, ria e chorava e ainda chorava a rir.

E quando me perguntaram a opinião, não tinha palavras melhores do que: Foi incrível! Adorei! Amei! Excelente!

Ainda agora, não sei descrever com palavras aquilo que vi.

Apenas tenho uma palavra em mente:    ANIMAL

6.05.2010

Nós

Fazemos discursos, choramos até fazer poças de infelicidade, rimos ás mãos largas de momentos incompreendidos por outros.
Cantamos, mesmo sem saber a letra, mas sempre com o sentimento de cor.
Passeamos por entre verdes sem fim e cristalinos profundos e brilhantes que nos retiram daqui e nos transportam para lugares impossíveis nunca dantes encontrados.
Declaramo-nos em busca de alguém mais. Mais nós, mais completo, em fim mais... Alguém que nos completa como completaria esta frase.
Contudo temos medo. De quê? De tudo, tudo nos assusta e amedronta, até aqueles que nos são o forte impenetrável cheio de segurança. Com isso apanhamos grandes sustos, mas acabamos sempre por dar a volta por cima, ou não fossemos nós seres capazes de formular o absurdo que nos salva de ser apenas mais um.
Elouquecemos, gritamos, corremos em busca de paz interior, e encontramo-la, bem funda que nem poço de água inexistente.
E agora que acabou, temporáriamente toda esta babilónia de acontecimentos, a minha pergunta é:
Querem repetir?

5.25.2010


    Finally I'm in PEACE

5.16.2010

Equação impossível De Rita


Resolva a seguinte equação tendo em conta que:
f - felicidade
d - desistir
a - afastar
m - magoar
p - pessoa
r - rita
0 - elemento neutro


               f : (d + a) = mp  <=> fp = mr (d x 0) f x 0

5.09.2010

Não quero crescer mais

Quero voltar a ser assim...















...quando não sabia amar.

5.01.2010

Garfos que falam, chupa-chupas cujas espirais nunca têm fim, canções num xilofone, sapatos vermelhos envernizados, calções, camisolas largas, a praia que não tem fim, as árvores que escalamos, os topos em que nos sentamos para nos sentirmos grandes, as gargalhadas por nada, as escondidas que duram para sempre, os chás feitos com água da casa de banho, os papeis molhados no tecto, os sapatos que cheiram a queijo chedar, as sestas, os teatros, as danças, as músicas, as saias rasgadas, o arrotar, os records de salto á corda, as corridas, as misturas de mal-me-queres, com terra, formigas, folhas e pólen,...
 -Rita!!!
 -hun?...
 -Estás a olhar os passarinhos?
 -os passarinhos...
...Esfolar os joelhos, apanhar os gatos nas hortas, plantar amores-perfeitos, dar cambalhotas,...
 -Rita!!!!!!
 -hun?...
 -Estavas no mundo da lua?
 -a Lua....
...Castelos de areia, sonhos em lá viver, nadar até ao canto do fundo da piscina e embrulhada lá ficar até não aguentar mais, olhar á janela, rebolar pela rampa abaixo,...
 -Rita!!!!!!!!!!
 -hun?
 -Desce á terra se fazes favor!!!!!!!
 -descer...
...Roubar o véu ás freiras, fugir delas, fazer misturas de cores de plasticina, comer gelatina de ananás,...
 -Agora!!!!!!!!!!!!!
...Pendurar-me de cabeça para baixo, apanhar um tomate da terra e comêlo, apanhar osgas,...
 -Estás-me a ouvir?!!!!!!!!
...Agachar-me e falar com um gafanhoto verde, sentar-me no meio da terra a ver as ovelhas a comer enormes laranjas que lhes atiro e ve-las explodir dentro da boca,...
 -Esta menina é impossivel! Tem uma imaginação muito distante daqui... Não consigo a sua atenção, nem por um bocadinho.


Professor Alberto no quadro e sua respectiva aluna á janela no 4º ano em 2002