5.16.2010

Equação impossível De Rita


Resolva a seguinte equação tendo em conta que:
f - felicidade
d - desistir
a - afastar
m - magoar
p - pessoa
r - rita
0 - elemento neutro


               f : (d + a) = mp  <=> fp = mr (d x 0) f x 0

5.09.2010

Não quero crescer mais

Quero voltar a ser assim...















...quando não sabia amar.

5.01.2010

Garfos que falam, chupa-chupas cujas espirais nunca têm fim, canções num xilofone, sapatos vermelhos envernizados, calções, camisolas largas, a praia que não tem fim, as árvores que escalamos, os topos em que nos sentamos para nos sentirmos grandes, as gargalhadas por nada, as escondidas que duram para sempre, os chás feitos com água da casa de banho, os papeis molhados no tecto, os sapatos que cheiram a queijo chedar, as sestas, os teatros, as danças, as músicas, as saias rasgadas, o arrotar, os records de salto á corda, as corridas, as misturas de mal-me-queres, com terra, formigas, folhas e pólen,...
 -Rita!!!
 -hun?...
 -Estás a olhar os passarinhos?
 -os passarinhos...
...Esfolar os joelhos, apanhar os gatos nas hortas, plantar amores-perfeitos, dar cambalhotas,...
 -Rita!!!!!!
 -hun?...
 -Estavas no mundo da lua?
 -a Lua....
...Castelos de areia, sonhos em lá viver, nadar até ao canto do fundo da piscina e embrulhada lá ficar até não aguentar mais, olhar á janela, rebolar pela rampa abaixo,...
 -Rita!!!!!!!!!!
 -hun?
 -Desce á terra se fazes favor!!!!!!!
 -descer...
...Roubar o véu ás freiras, fugir delas, fazer misturas de cores de plasticina, comer gelatina de ananás,...
 -Agora!!!!!!!!!!!!!
...Pendurar-me de cabeça para baixo, apanhar um tomate da terra e comêlo, apanhar osgas,...
 -Estás-me a ouvir?!!!!!!!!
...Agachar-me e falar com um gafanhoto verde, sentar-me no meio da terra a ver as ovelhas a comer enormes laranjas que lhes atiro e ve-las explodir dentro da boca,...
 -Esta menina é impossivel! Tem uma imaginação muito distante daqui... Não consigo a sua atenção, nem por um bocadinho.


Professor Alberto no quadro e sua respectiva aluna á janela no 4º ano em 2002

4.24.2010

Babilónia

A minha cabeça, a minha cabeça é um lugar curioso.
Não faz filmes, mas é uma autêntica babilónia. Fixa-se em algo, mas depois, depois fixa outro, e não sabe o quanto o quer. Mas não esquece. Não esquece, pois acha que provavelmente exprimenta emoções demasiado fortes. Não sei. Eu não conheço a minha cabeça. É uma terra distante e demasiado labirintica. Prega-me surpresas, choques no corpo, raciocinios incriveis que por vezes me fazem ficar admirada com ela, deduções e observações que por vezes assustam as outras cabeças. De vez em quando, com algum "incentivo" descansa, paira, viaja e entra em paz com o que sucede á sua volta.
Não se interessa muito em saber as ultimas ou até por conhecer todas as bandas e os filmes, prefere ouvir aqueles com experiência e aprender com eles.
Sinto-a a progredir no sentido do desenvolvimento. Mas não gosto de a partilhar com medo de assustar os demais, ou que não me compreendam.
A minha cabeça vive numa perfeita orgia, de pensamentos e boémias. No fundo identifico-a com algumas cabeças, mas nenhuma é idêntica. Penso que ela precisa de mais liberdade para se expressar e mostrar o que sabe, no fundo aprender mais e desenvolver os seus "exercicios" constantes.

3.27.2010

Quero acabar com isto e não sei como!

Não sei como começar...
Nem sei quando começou realmente...
O que se passa nem eu própria que o sinto sei descrever. 
A verdade é que sinto um aperto, sinto que cada vez mais o meu espaço de manobra se diminui. Quiseram dar-me comprimidos, mas depois já não, pois o seu efeito era este aperto, esta falta de manobra. Mas ás vezes não sei se não teria sido melhor tê-los tomado, talvez me tivessem ajudado a acabar mais depressa com este problema.
As desilusões não param desde o tempo que eu já não me lembro, gritam comigo achando mesmo que eu oiço e que assim eu vou fazer aquilo que querem. A minha escola não ajuda, adoro-a do fundo do coração, é o melhor sitio onde eu já estive, mas, já não posso mais estar ali! São as pessoas de que me fartei, sempre as mesmas caras, sempre as mesmas conversas, sempre os mesmos problemas, eu preciso de RESPIRAR!
A discussão reina todos os dias, há sempre um pretexto para ela vir. Os pesadelos apoderam-se dos meus sonhos, fazendo-me perder horas de descanso. Pensando bem já não me lembro a ultima vez que o meu cerebro descansou... Tenho medo, não tenho sitio onde me refugiar, estou cansada, quero chorar e não posso, quero morrer e tenho medo disso. ALGUÉM ME AJUDE PORQUE EU NÃO CONSIGO VIVER!
QUERO DESISTIR!
QUERO FUGIR!
QUERO RASGAR ESTE APERTO!
QUERO ALIVIAR-ME DESTE ÓDIO!
QUERO ACABAR COM ISTO DE UMA VEZ POR TODAS!
QUERO MORRER PARA NUNCA MAIS ACORDAR!


Haverá forma de acabar com isto?     

3.07.2010

Corte profundo

Um dia algo acontece. Tudo para, tudo decorre, tudo aclara...
E a duvida aparece: Estou sozinha? Não estou? Quem são aqueles que dizem ser-me algo? Onde estão?
Quem são essas bestas, ou egoístas que se alimentam da boa vontade, da ingenuidade, do sofrimento, dos demais? Onde vivem esses monstros medonhos, que nos aparecem sob a forma de amigos belos e puros, e que depois nos apunhalam pelas costas?
Sim monstros! Sem coração ou um pico de sensibilidade, atacam-nos, e ainda nos subestimam a inteligência, a calma, a paciência e a nossa capacidade de defesa interior.
E por falar em defesa interior... Essa é grande, mas não infinita... Tecto não existe... Porta muito menos...
Ignorância, será o melhor refugio.
Mas o refugio é rompido! Já está! Agora a fúria é quem reina! Nada a fazer!
Ainda assim a calma faz-lhe frente, reclamando o lugar de exterior... A calma ganha, prendendo a fúria no olhar, que essa por muito escondida que esteja, está lá sempre, e como sentimento poderoso que é, não vai acalmar tão cedo.
Mas...
No meio disto tudo...
Permanece um único pensamento:

"E pensar que no seu ombro chorei..."