A minha cabeça, a minha cabeça é um lugar curioso.
Não faz filmes, mas é uma autêntica babilónia. Fixa-se em algo, mas depois, depois fixa outro, e não sabe o quanto o quer. Mas não esquece. Não esquece, pois acha que provavelmente exprimenta emoções demasiado fortes. Não sei. Eu não conheço a minha cabeça. É uma terra distante e demasiado labirintica. Prega-me surpresas, choques no corpo, raciocinios incriveis que por vezes me fazem ficar admirada com ela, deduções e observações que por vezes assustam as outras cabeças. De vez em quando, com algum "incentivo" descansa, paira, viaja e entra em paz com o que sucede á sua volta.
Não se interessa muito em saber as ultimas ou até por conhecer todas as bandas e os filmes, prefere ouvir aqueles com experiência e aprender com eles.
Sinto-a a progredir no sentido do desenvolvimento. Mas não gosto de a partilhar com medo de assustar os demais, ou que não me compreendam.
A minha cabeça vive numa perfeita orgia, de pensamentos e boémias. No fundo identifico-a com algumas cabeças, mas nenhuma é idêntica. Penso que ela precisa de mais liberdade para se expressar e mostrar o que sabe, no fundo aprender mais e desenvolver os seus "exercicios" constantes.
4.24.2010
3.27.2010
Quero acabar com isto e não sei como!
Não sei como começar...
Nem sei quando começou realmente...
O que se passa nem eu própria que o sinto sei descrever.
A verdade é que sinto um aperto, sinto que cada vez mais o meu espaço de manobra se diminui. Quiseram dar-me comprimidos, mas depois já não, pois o seu efeito era este aperto, esta falta de manobra. Mas ás vezes não sei se não teria sido melhor tê-los tomado, talvez me tivessem ajudado a acabar mais depressa com este problema.
As desilusões não param desde o tempo que eu já não me lembro, gritam comigo achando mesmo que eu oiço e que assim eu vou fazer aquilo que querem. A minha escola não ajuda, adoro-a do fundo do coração, é o melhor sitio onde eu já estive, mas, já não posso mais estar ali! São as pessoas de que me fartei, sempre as mesmas caras, sempre as mesmas conversas, sempre os mesmos problemas, eu preciso de RESPIRAR!
A discussão reina todos os dias, há sempre um pretexto para ela vir. Os pesadelos apoderam-se dos meus sonhos, fazendo-me perder horas de descanso. Pensando bem já não me lembro a ultima vez que o meu cerebro descansou... Tenho medo, não tenho sitio onde me refugiar, estou cansada, quero chorar e não posso, quero morrer e tenho medo disso. ALGUÉM ME AJUDE PORQUE EU NÃO CONSIGO VIVER!
QUERO DESISTIR!
QUERO FUGIR!
QUERO RASGAR ESTE APERTO!
QUERO ALIVIAR-ME DESTE ÓDIO!
QUERO ACABAR COM ISTO DE UMA VEZ POR TODAS!
QUERO MORRER PARA NUNCA MAIS ACORDAR!
Haverá forma de acabar com isto?
3.07.2010
Corte profundo
Um dia algo acontece. Tudo para, tudo decorre, tudo aclara...
E a duvida aparece: Estou sozinha? Não estou? Quem são aqueles que dizem ser-me algo? Onde estão?
Quem são essas bestas, ou egoístas que se alimentam da boa vontade, da ingenuidade, do sofrimento, dos demais? Onde vivem esses monstros medonhos, que nos aparecem sob a forma de amigos belos e puros, e que depois nos apunhalam pelas costas?
Sim monstros! Sem coração ou um pico de sensibilidade, atacam-nos, e ainda nos subestimam a inteligência, a calma, a paciência e a nossa capacidade de defesa interior.
E por falar em defesa interior... Essa é grande, mas não infinita... Tecto não existe... Porta muito menos...
Ignorância, será o melhor refugio.
Mas o refugio é rompido! Já está! Agora a fúria é quem reina! Nada a fazer!
Ainda assim a calma faz-lhe frente, reclamando o lugar de exterior... A calma ganha, prendendo a fúria no olhar, que essa por muito escondida que esteja, está lá sempre, e como sentimento poderoso que é, não vai acalmar tão cedo.
Mas...
No meio disto tudo...
Permanece um único pensamento:
"E pensar que no seu ombro chorei..."
1.20.2010
E que a vossa última memória desta pequena sonhadora, que no seu trapézio, aguardou, invisível, baloiçando, seja de um final debaixo da luz quente e ofuscante dos projectores, acompanhada de um som ensurdecedor de emoções expressas nas palmas das mãos, dando a mão a uma última vénia, a um último agradecimento.
E que a última palavra escutada seja "bravo!"
Que se cessem as luzes e as emoções, e que pereça o sonho, mas que permaneça na lembrança o amor e a dedicação.
1.13.2010

Se alguém é especial ou não, é algo que só outro que não essa pessoa o pode dizer.
Especial, não é mais do que uma mera palavra para dizer:
-Adoro-te!
Ou simplesmente:
-Amo-te!
Há coisas que se dizem ao longo de uma vida. Algumas só uma vez, outras mais do que uma.
Esta foi a forma que encontrei para esclarecer e dizer que és especial.
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